Pesquisa aponta que apenas 15% das PMEs se consideram prontas para a LGPD

Pesquisa realizada pela empresa BluePex Cybersecurity mostra que somente 15% das pequenas e médias empresas (PMEs) se consideram prontas para a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Essa já é a 3ª edição da pesquisa com PMEs realizada pela empresa citada, uma das principais empresas nacionais da área de segurança da informação.

Na 1ª edição do levantamento, realizado em setembro de 2020, apenas 2% das PMEs se consideram prontas para a LGPD. Embora o número de empresas consideradas preparadas tenha saltado 2% para 4% na 2ª edição e agora de 4% para 15% apontado uma tendência evolutiva na preparação para estar em conformidade com a LGPD, quase 1 ano após e entrada da lei em vigor o número é preocupante,

Desde agosto de 2022 a LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados tira o sono de diversos gestores pelo Brasil. Assim que foi aprovada, causou uma corrida em busca das melhores tecnologias e práticas para evitar vazamentos de dados. Mesmo assim, apenas 15% dos gestores de PMEs se consideram totalmente preparados para a legislação, segundo a 3ª edição da pesquisa sobre conformidade da BluePex Cybersecurity, empresa que desenvolve soluções de segurança da informação para o mercado corporativo com foco em defesa, controle e disponibilidade.

Em julho do ano passado, no mesmo levantamento, apenas 4% dos entrevistados se consideravam totalmente aderentes à lei. O estudo, feito com 200 gestores de companhias diversas, mostra ainda que apesar de a lei ter sido aprovada em 2018, 15% afirmam não ter nenhuma aderência, enquanto 37% afirmam ter uma baixa aderência e 33% consideram que sua conformidade é apenas intermediária.

“Embora o número de empresas consideradas preparadas tenha saltado de 4% para 15%, estas ainda representam uma parcela muito pequena das PMEs, o que gera uma grande preocupação no setor pois as multas são muito pesadas, especialmente levando em consideração o porte destas companhias”, afirma Jefferson Penteado, CEO da BluePex.

Esta adaptação envolve diversos setores da companhia, sobretudo o time de tecnologia. Apesar de a pesquisa apontar que 80% possuem antivírus em seus parques computacionais, 23% possuem as versões gratuitas, o que significa proteção muito reduzida. 20% dos entrevistados afirmaram que não possuem nenhum tipo de proteção.

“Os gestores precisam levar esta lei a sério e acelerar a adoção não só de boas práticas, mas também de tecnologia para evitar incidentes. Nossa pesquisa apontou que 17% das PMEs sofreram com algum incidente de segurança nos últimos 12 meses e, tendo como base as inúmeras ondas de ataques recentes, esse número deve disparar ainda mais em 2022”, conclui Penteado.

Fontes: R7.com e Folha Vitória

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